Tradução de Du mode d’existence des objets techniques (Gilbert Simondon, Paris: Aubier, 2008 [1958]), por Pedro Peixoto Ferreira (tradução) e Christian Pierre Kasper (revisão). Paginação original e notas dos tradutores (NT) entre colchetes. Notas de rodapé são indicadas no corpo do texto com número entre parênteses e exibidas, em parágrafo separado (logo após o parágrafo no qual elas ocorrem), entre colchetes e em tamanho de fonte menor.
Segue abaixo a tradução do sumário da obra, com links para as partes já traduzidas.
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SUMÁRIO
Prefácio de John-Hart
PRIMEIRA PARTE
GÊNESE E EVOLUÇÃO DOS OBJETOS TÉCNICOS
CAPÍTULO I – Gênese do objeto técnico: o processo de concretização
I. Objeto técnico abstrato e objeto técnico concreto
II. Condições da evolução técnica
III. Ritmo do progresso técnico: aperfeiçoamento contínuo e menor, aperfeiçoamento descontínuo e maior
IV. Origens absolutas de uma linhagem técnica
CAPÍTULO II – Evolução da realidade técnica; elementos, indivíduo, conjunto
I. Hipertelia e auto-condicionamento na evolução técnica
II. A invenção técnica: fundo e forma no vivente e no pensamento inventivo
III. A individuação técnica
IV. Encadeamentos evolutivos e conservação da tecnicidade. Lei do relaxamento
V. Tecnicidade e evolução das técnicas; a tecnicidade como instrumento da evolução técnica
SEGUNDA PARTE
O HOMEM E O OBJETO TÉCNICO
CAPÍTULO I – Os dois modos fundamentais de relação do homem com o dado técnico
I. Maioridade e minoridade social das técnicas
II. Técnica aprendida pela criança e técnica pensada pelo adulto
III. Natureza comum das técnicas menores e das técnicas maiores. Significação do enciclopedismo
IV. Necessidade de uma síntese ao nível da educação entre o modo maior e o modo menor de acesso às técnicas
CAPÍTULO II – Função reguladora da cultura na relação entre o homem e o mundo dos objetos técnicos. Problemas atuais
I. As diferentes modalidades da noção de progresso
II. Crítica da relação do homem e do objeto técnico tal como apresentada pela noção de progresso proveniente da termodinâmica e da energética. Recurso à teoria da informação
III. Limites da noção tecnológica de informação para dar conta da relação do homem e do objeto técnico. A margem de indeterminação nos indivíduos técnicos. O automatismo
IV. O pensamento filosófico deve operar a integração da realidade técnica com a cultura universal, fundando uma tecnologia
TERCEIRA PARTE
CAPÍTULO I – Gênese da tecnicidade
I. A noção de fase aplicada ao devir: a tecnicidade como fase
II. A defasagem da unidade mágica primitiva
III. A divergência do pensamento técnico e do pensamento religioso
CAPÍTULO II – Relações entre o pensamento técnico e as outras espécies de pensamento
I. Pensamento técnico e pensamento estético
II. Pensamento técnico, pensamento teórico, pensamento prático
CAPÍTULO III – Pensamento técnico e pensamento filosófico
CONCLUSÃO
LÉXICO DE TERMOS TÉCNICOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Pósfacio
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[NT: Dedicações e agradecimentos de G. Simondon]
[6] Eu dedico este livro à Sra. Garyfallia Maria F. Antono-Poulou, minha antiga aluna de psicologia em Paris.
Agradeço meus antigos professores, senhores André Bernard, Jean Lacroix, Georges Gusdorf e Jean-T. Desanti.
Por fim, exprimo minha gratidão aos meus antigos colegas André Doazan e Mikel Dufrenne, que me ajudaram no momento de minha defesa em Paris.
[7] Agradeço particularmente ao Sr. Dufrenne pelos encorajamentos repetidos que ele me prodigalizou, pelos conselhos que ele me deu e pela simpatia atuante da qual ele deu prova durante a redação deste estudo.
Sr. Canguilhem gentilmente me permitiu consultar documentos na biblioteca do Instituto de história das Ciências e me emprestou obras alemãs raras de sua biblioteca pessoal. Além disso, Sr. Canguilhem, por suas observações, me permitiu encontrar a forma definitiva deste trabalho: a terceira parte deve muito às suas sugestões. Exprimo aqui publicamente meu reconhecimento por tamanha e firme generosidade.
Grupo de Pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Universidade Estadual de Campinas.