Publicações

______________DESTAQUES______________

Temáticas#35/36

(IFCH/Unicamp, 2011)

ISSN 1413-2486

Rodolfo Scachetti e Rosana Monteiro (orgs.)

“A proposta desse dossiê é a de reunir trabalhos que trafeguem por áreas fronteiriças, apresentando produções cientificas e artísticas que se cruzem de algum modo e alimentem a tríade ‘sociologia, arte e tecnociências’. Assim, os leitores terão a oportunidade não de desvendar o que há isoladamente de sociologia, de arte e de tecnologias nos trabalhos que seguem, mas sim de perceber o modo como estes identificam, discutem e se envolvem com algo que poderíamos considerar central no dossiê: as questões estético-politicas disparadas pela avalanche tecnocientífica a partir da virada cibernética. Os textos selecionados tratam de temas recorrentes hoje nesse campo de interesses, apresentando referências e perspectivas ao mesmo tempo partilhadas e em oposição.”

(Introdução ao dossiê – Em filigrana: sociologia, arte e tecnociências; p.7)

SUMÁRIO: Em filigrana: sociologia, arte e tecnociências (Rodolfo E. Scachetti e Rosana H. Monteiro) – O Homem está Antiquado: Introdução (Gunther Anders) – Imagem Informação: um estudo a partir de Harun Farocki (Emerson Freire) – Performance e Percepção: intervenções tecnológicas e alteridade (Eduardo Nespoli) – Arte Urbana: Expressão artistica e tecnologia digital do cotidiano à cultura do lazer (Fabio La Rocca e Julieta Leite) – Ciberarte e Pós-humano: Conexões (Edgar Franco) – A mobilidade celular (Diego J. Vicentin) – Um duplo encontro: as profundezas do humano e o gabinete antropomórfico (Rodolfo Eduardo Scachetti) – O animal na arte contemporânea sob a perspectiva Ecofeminista (Silvana Macêdo) – Uma nova ordem social, científica e Tecnologica: a condição “pós-humana” (Henrique Luiz Cukierman e Ivan da Costa Marques) – Experimento/material Heiner Muller (Maria Cláudia Curtolo e Silvio Sawaya)

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Nada#11

(Lisboa: Urbanidade Real, 2008)

ISSN: 1645-8338

Pedro P. Ferreira e Emerson Freire (coords.).

“Esta revista é impossível. Mas nem por isso deixa de funcionar a seu modo, e o modo de funcionamento é o que importa. O impossível se concretiza enquanto tal na pura tensão de sua impossibilidade. Isso é bom. Isso move, isso flui, isso funciona e isso se transforma. Mas se transforma em que? Numa revista?”

(Editorial Impossível; p.5)

SUMÁRIO: Editorial impossível (Pedro P. Ferreira e Emerson Freire) – Informação e sensação (Emerson Freire) – A mente multisensorial (David Howes) – A identidade na era de sua reprodutibilidade técnica (entrevista a Eduardo Viveiros de Castro) – Um fio para o înmõxã (Rosângela Pereira de Tugny) – Etnografia, cinematografia e cidade (Paulo Tavares) – Lazar (Christian P. Kasper) – Do fluxo ao lugar (Gilles Delalex) – Forma, difração e colapso (entrevista a Donna Haraway) – Corpos d’Água e Fluid Geographies (Eve A. Laramée) – Sobre o futuro do humano (Laymert Garcia dos Santos) – In_formação (Cecilia Diaz-Isenrath) – More than meets the eye: os Transformers e a vida secreta das máquinas (Pedro P. Ferreira) – Cultura e técnica (Gilbert Simondon).

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Ciência e Cultura – Núcleo Temático: Infopolítica

(São Paulo: SBPC, 2008)

ISSN:0009-6725

Laymert Garcia dos Santos (coord.)

“Sob o tema Infopolítica procuramos reunir, de modo interdisciplinar, pesquisas e pesquisadores das ciências humanas que se voltam para a questão das implicações mútuas entre tecnologia e política na sociedade contemporânea. Partimos de uma constatação, ou melhor, de uma percepção: de modo geral, toda opção tecnológica parece ser também política, mas na maioria das vezes o político permanece impensado. Assim, as implicações políticas das opções tecnológicas são, com freqüência, obscurecidas por discursos, práticas e decisões que se apresentam fundadas em razões ‘estritamente técnicas’; como se tais opções fossem feitas em função não do que é político, mas de necessidades ‘tecno-lógicas’. A contrapartida disso, evidentemente, é a inevitável tendência da classe política, da mídia e do senso comum a também pensarem a política dissociada da tecnologia, como se o poder pudesse existir e ser exercido sem levarmos em conta os dispositivos técnicos que viabilizam a sua produção, efetuação e reprodução. Perpetua-se, então, o movimento dentro de um círculo vicioso que, ao isolar a política da tecnologia, impede que se compreenda a própria natureza da dinâmica sócio-técnica contemporânea.”

(Apresentação; p.24)

SUMÁRIO: Apresentação (Laymert Garcia dos Santos) – As TICs e a “nova economia”: para além do determinismo tecnológico (Ruy S. Lopes) – Biotecnologia, direito e política: a proriedade intelectual e a apropriação do humano como informação (Adriana E. Corrêa e Anderson Marcos dos Santos) – Humanismo, biopoder e soberania: elementos para uma discussão das biotecnologias contemporâneas (Jonatas Ferreira) – Drogas do esquecimento e implantes cerebrais: a informatização da memória (Paula Sibilia) – Reprodução assistida, consumo de tecnologia, deslocamentos e exclusões (Martha Ramírez-Gálvez) – Conhecimento tradicional como patrimônio imaterial: mito e política entre os povos indígenas do rio Negro (Geraldo Andrello e Pedro P. Ferreira).

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Os executivos das transnacionais e o espírito do capitalismo: capital humano e empreendedorismo como valores sociais.

(São Paulo: Azougue, 2007)

ISBN:978-85-88338-66-1

Osvaldo J. López-Ruiz.

“No painel de notícias destaca-se um anúncio. Contrasta não só pelas cores, mas, sobretudo pela estética do estilo de vida que promete. Aqui, no restaurante desta universidade pública latino-americana, desenhos geométricos arredondados nas cores laranja ou amarela decoram as paredes. A pintura – ou melhor, sua ausência – fala não apenas de outra época, que poderíamos situar nos anos 1960-1970, como, e fundamentalmente, de uma outra lógica que consegue sobreviver – bastante deteriorada – num mundo que pretende se assemelhar cada vez mais ao prometido no anúncio. O estudante lê: ‘Que tal seu futuro na McKinsey?’ e entrega-se a um certo devaneio enquanto se deixa levar pela seqüência de imagens e suas legendas. Ele se enxerga já na festa de formatura: ‘…E a sua vontade de crescer já indicava que você faria parte de nosso time’ – ele lê. A próxima imagem o apresenta no seu primeiro dia na empresa de consultoria ‘com seus colegas de diferentes culturas e nacionalidades’. A seguinte, em ‘um dos muitos treinamentos da McKinsey: comunicação, liderança e habilidades analíticas’… A próxima, uma semana depois, ‘colocando tudo isso em prática: enfrentando o desafio de resolver os problemas do cliente’. Nas figuras subseqüentes aparece ‘em um projeto na Índia, orientando seus colegas’, diante de um computador ‘criando seu Networking‘, em uma sala de aulas ‘ensinando inglês para crianças carentes num dos projetos sociais apoiados pela McKinsey’, em um dia de sol ‘durante aquele fim-de-semana fazendo rafting com o pessoal’. Finalmente, é apresentado no momento em que é ovacionado por seus colegas de trabalho por ter chegado ‘ao topo da carreira, em menos de dez anos’! O anúncio é a chamada para participar do recruitment que essa empresa de consultoria de alta gestão empresarial realiza todos os anos. Trata-se de um convite para se juntar aos membros da ‘equipe mundial de consultores’ que, ‘neste exato momento, estão estudando, discutindo ou implementando projetos em empresas de vários setores, de start-ups de internet a conglomerados multinacionais, espalhados por todo o planeta’… A fila avança e um empregado do restaurante universitário tira o estudante do seu sonho ao instá-lo a que pegue logo a sua bandeja. Enquanto com uma grande concha lhe é servido o feijão, ele pensa que não pode, de forma nenhuma, deixar de aproveitar essa oportunidade. Ele não quer, de jeito nenhum, ficar a vida toda fazendo o mesmo. Aterroriza-lhe só pensar na rotina que parece trazer consigo toda promessa de estabilidade: virar funcionário! – pensa com espanto. Ele tem de fazer a diferença. Ele quer para si uma vida especial e de sucesso… como a do anúncio.”

(Introdução; pp.23-4)

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Politizar as novas tecnologias: o impacto sócio-técnico da informação digital e genética.

(São Paulo: Editora 34, 2003)

Laymert Garcia dos Santos.

ISBN: 85-7326-277-X

“Talvez não seja exagero afirmar que os anos 90 constituem a década em que o impacto das assim chamadas novas tecnologias sobre o trabalho, a vida, a cultura e todas as dimensões sociais se fez sentir com intensidade nova e de modo incontornável. É claro que muitas das transformações que se explicitaram nesse período foram gestadas ou já estavam em curso desde o pós-guerra e, principalmente, desde os anos 60-70; mas nos 90, com a disseminação dos computadores e da Internet, com a digitalização dos sistemas, com os avanços da biotecnologia e com as promessas da nanotecnologia, ficava patente que as inovações tecnológicas já não se encontravam predominantemente nos laboratórios, mas faziam parte do cotidiano de um contingente cada vez maior das massas urbanas, cujas percepções e práticas passaram a ser constantemente modificadas, reordenadas ou, para usar uma expressão emprestada da linguagem da informática, reconfiguradas.”

(Prefácio, p.9)

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2 Respostas para “Publicações

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